terça-feira, 20 de novembro de 2012

CARROS PARA SEMPRE: CHEVROLET CHEVETTE - "A GM NÃO FARIA MAIS UM CARINHO".


Lançado em 1973, o primeiro compacto mundial da GM chegava para mudar conceitos em uma época em que o mercado nacional estava se transformando. Idêntico ao europeu
Opel Kadett C e lançado aqui seis meses antes da Europa (algo raro até hoje), o moderno Chevette chegava no mesmo ano em que a VW Brasília e o Dodge 1800.
Rompendo as tradições da GM ao oferecer um carro compacto, o Chevette chegava ao mercado nacional na configuração sedan duas portas com 4,12 metros de comprimento, tração traseira e motor refrigerado a água acionado por correia dentada (inovação na época). O propulsor era um 1.4 litro de 68 cv de potência bruta e torque máximo de 9,8 kgf/m (bruto) acoplado ao câmbio manual de quatro velocidades com alavanca em posição mais elevada.
Ele alcançava velocidade máxima de 140 km/h e acelerava de 0 a 100 km/h em 19,1 segundos. E a GM ainda alardeava modernidade em sua propaganda “A GM não faria apenas mais um carrinho”.
A primeira reestilização veio em 1978 com a frente redesenhada ao estilo dos Pontiacs americanos. No ano seguinte chega o Chevette Hatch, verão nacional do Opel Kadett City. Nesse mesmo ano chega também a versão quatro portas, que ainda não era valorizada no mercado brasileiro e acabou se destinando em grande parte à exportação.
Em 1980 novas mudanças, desta na traseira que passou a contar com lanternas maiores e para-choques redesenhados com aspecto mais robusto. Nesse ano, chega a perua Marajó que permaneceu em produção até 1989 sendo substituída pela Ipanema.
No ano seguinte era lançada a versão S/R, que trazia motor mais forte com 80 cv e visual que contava com pintura externa exclusiva com faixa degradê, spoiler dianteiro e traseiro, faróis de neblina além do interior com novo padrão de acabamento.
Em 1983 ele passa por uma ampla reestilização com visual inspirado no recém lançado Monza que definitivamente caiu no gosto do público e tornou o Chevette pela primeira vez o carro mais vendido do ano. Ainda em 1983 todas as versões passam a contar com motores 1.6 a álcool ou gasolina.
No ano seguinte, a família crescia e chegava ao mercado a picape Chevy 500. Ao longo da década de 80 ele ainda continuaria recebendo aprimoramentos na parte mecânica e mais uma renovação visual em 1987 com novos para-choques envolventes com grade integrada, novos faróis e acabamento interno.
Em 1992 é lançado o Chevette Júnior, com um fraco motor 1.0 de 50 cv que não agradou e acabou saindo de linha meses depois. A trajetória do Chevette continuaria até o final de 1993 para dar lugar ao novo projeto mundial da GM: o Corsa, que também se tornou um grande sucesso da marca.
Vídeos de comerciais da época:
Fonte: Carplace

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